O Jornal Económico destacou, recentemente, uma abordagem diferenciadora do MAP Group que está a transformar a forma como o setor da construção se relaciona com a comunidade envolvente: fazer do estaleiro um espaço de diálogo, respeito e empatia.
Durante décadas, a presença de obras foi encarada como um incómodo inevitável para quem vive ou trabalha nas imediações. Ruído, poeiras e alterações às rotinas tornaram-se quase estruturais na perceção pública do setor. No entanto, o contexto urbano atual, marcado pela densificação das cidades, pela reabilitação em zonas habitadas e por um maior escrutínio social, tornou clara uma realidade: ignorar a envolvente deixou de ser uma opção.
Uma mudança simples com impacto real
Foi neste enquadramento que o MAP Group decidiu agir de forma consciente e inovadora. Em vez de se limitar à sinalética técnica obrigatória, passou a integrar, em todos os seus estaleiros, mensagens breves dirigidas à comunidade, com linguagem simples, notas de cortesia e, em alguns casos, subtis apontamentos de humor.
Estas mensagens não surgem como uma campanha pontual. Estão formalizadas no Manual Interno de Estaleiro do MAP Group, tornando-se uma prática transversal, consistente e alinhada com a estratégia global da marca. Sempre que necessário, os textos são adaptados ao contexto local, reforçando a proximidade e a relevância da comunicação.
Reputação, confiança e gestão de risco
Os resultados foram imediatos. O grupo registou feedback positivo espontâneo por parte da vizinhança e validação direta dos Donos de Obra, alguns dos quais solicitaram mesmo a inclusão dos seus logótipos nas placas, associando-se explicitamente à iniciativa.
Num setor onde a previsibilidade é um ativo crítico, esta abordagem revelou-se também uma forma indireta de gestão de risco. Menos tensão com a envolvente traduz-se em menos reclamações, menor probabilidade de interrupções e maior estabilidade ao longo de todo o ciclo da obra. Trata-se de um impacto concreto, com reflexos operacionais, reputacionais e económicos.
Quando a forma de construir também cria valor
Mais do que um gesto simbólico, esta iniciativa demonstra como decisões simples, tomadas no terreno, podem gerar valor real. Cada estaleiro passa a ser um ponto de contacto positivo com a marca, sem perder a sua função operacional. Um espaço que reconhece o incómodo inevitável da obra, mas responde com respeito, empatia e responsabilidade.
Num setor pouco dado a gestos simbólicos com impacto prático, o MAP Group afirma, de forma clara, que a forma como se constrói também constrói valor. E, muitas vezes, esse valor começa numa placa discreta, colocada à entrada de um estaleiro, que fala por uma marca e aproxima quem constrói de quem vive a cidade.